Analisando a crescente problemática do desemprego, do emprego precário e da procura do primeiro emprego, entendo que tem havido um esforço por parte das entidades competentes em promover políticas de inserção social, designadamente de inserção na vida activa. Para além das competências técnicas que cada actividade exige, parece-me que se torna ainda mais importante apostar em políticas que favoreçam a autonomia, o incremento de responsabilidade, e o desenvolvimento da moralidade em todos os indivíduos e não apenas naqueles que necessitam de ser integrados socialmente.
O que defendo é que as políticas sociais deveriam abranger toda uma sociedade, desde empregados a empregadores, pois que adianta procurar a (re)inserção social de indivíduos que, por algum motivo, se desviaram dos padrões normativos da sociedade, se depois esta não está educada para os receber? Vivemos numa sociedade de desigualdade e é urgente mudar as mentalidades, tanto do empregado que muitas vezes não tem uma postura profissional na sua actividade, como do empregador que não raras vezes apenas pensa no lucro a qualquer custo e oferece condições miseráveis aos seus empregados. Do meu ponto de vista, o problema não está apenas em quem está excluído socialmente, mas também de quem está integrado na sociedade mas nada faz para a melhorar.
Esta minha perspectiva foi reforçada quando, há alguns dias atrás, li um trabalho de Natália Alves, da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Lisboa, na Revista de Ciências da Educação, nº2 Jan/Abr 07, cujo título era este: "E se a melhoria da empregabilidade dos jovens escondesse novas formas de desigualdade social?".
Basicamente, este trabalho abordava a questão de o Estado apostar em políticas de formação que visam melhorar as qualificações académicas dos jovens, mas os empresários preferem apostar na mão-de-obra barata e paga com baixos salários, optando apenas por valorizarem a capacidade de motivação e de comportamento em detrimento da formação académica.
Também não sou apologista de que as entidades patronais apostem apenas em pessoas com boas qualificações académicas. E também não defendo que se tenha em conta apenas algumas competências pessoais. Muitas vezes, esta capacidade de motivação surge em função de o indivíduo precisar de responder às suas necessidades mais básicas. O que defendo é a complementaridade de ambas as competências: académicas e pessoais.
O que defendo é que as políticas sociais deveriam abranger toda uma sociedade, desde empregados a empregadores, pois que adianta procurar a (re)inserção social de indivíduos que, por algum motivo, se desviaram dos padrões normativos da sociedade, se depois esta não está educada para os receber? Vivemos numa sociedade de desigualdade e é urgente mudar as mentalidades, tanto do empregado que muitas vezes não tem uma postura profissional na sua actividade, como do empregador que não raras vezes apenas pensa no lucro a qualquer custo e oferece condições miseráveis aos seus empregados. Do meu ponto de vista, o problema não está apenas em quem está excluído socialmente, mas também de quem está integrado na sociedade mas nada faz para a melhorar.
Esta minha perspectiva foi reforçada quando, há alguns dias atrás, li um trabalho de Natália Alves, da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Lisboa, na Revista de Ciências da Educação, nº2 Jan/Abr 07, cujo título era este: "E se a melhoria da empregabilidade dos jovens escondesse novas formas de desigualdade social?".
Basicamente, este trabalho abordava a questão de o Estado apostar em políticas de formação que visam melhorar as qualificações académicas dos jovens, mas os empresários preferem apostar na mão-de-obra barata e paga com baixos salários, optando apenas por valorizarem a capacidade de motivação e de comportamento em detrimento da formação académica.
Também não sou apologista de que as entidades patronais apostem apenas em pessoas com boas qualificações académicas. E também não defendo que se tenha em conta apenas algumas competências pessoais. Muitas vezes, esta capacidade de motivação surge em função de o indivíduo precisar de responder às suas necessidades mais básicas. O que defendo é a complementaridade de ambas as competências: académicas e pessoais.

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