Seja bem-vindo(a). Hoje é

Notícias

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reflexão Semanal 8

Hoje sinto-me num dia que considero ser de não reflexão, apesar de estar a tentar reflectir sobre o meu estágio da semana que findou. Ainda é de manhã e passei um fim-de-semana algo movimentado e, por isso, não tive muito tempo para me sentar ou me deitar a reflectir e passar essas ideias para o papel (electrónico). Mas como tem de ser e o"tem de ser" tem muita força, então cá vai o que me vai na cabeça.
Reflectindo sobre o estágio propriamente dito, julgo que o mais importante se passou no seminário a que assisti sobre a inclusão social em Vila Nova de Gaia. Esta questão da inclusão social faz-me pensar seriamente pois, e estabelecendo um paralelismo com o que assisti ontem de manhã e do qual já irei falar, eu fico a pensar quem precisa realmente de receber educação. E isto tudo porquê?
Porque ontem de manhã foi o baptizado do meu sobrinho e, nesse sentido, deslocamo-nos a uma igreja para a realização da dita cerimónia. Contudo, o que me chamou a atenção não foi a cerimónia em si, mas o facto de estar uma jovem rapariga a pedir esmola na escadaria da igreja. E o que me cativou ainda mais a atenção foi o facto de a maioria das pessoas ignorarem por completo aquela jovem. Não está aqui em causa se ela realmente precisa da esmola ou não. O que está em causa é o desprezo absoluto por uma vida humana, pois as pessoas que passavam nem se dignavam a olhar nos olhos dela e dirigirem uma resposta, positiva ou não, ao seu pedido.
Nesse mesmo momento, perguntei-me o que vêm estas pessoas fazer à igreja?
Eu não acredito em Deus, mas acredito nos valores que a igreja defende e procuro defender esses mesmos valores nas minhas relações com os outros. Estive dentro da igreja apenas pelo respeito à minha família, mas honestamente é um espaço no qual eu não me sinto à vontade. Em vez de fazer uma oferta à instituição religiosa, preferi entregar algum dinheiro à rapariga que cá fora apelava a todos, mas poucos se dignavam a prestar-lhe atenção. Apenas vi um casal a dar uma esmola e uma senhora a oferecer-lhe a possibilidade de comer. Essas foram as únicas pessoas que entraram na igreja e reflectiram sobre os problemas sociais e sobre a dignidade humana. O resto vai lá apenas para satisfazer necessidades individuais ou familiares, ou então para mostrar a roupa de domingo... Esta é a minha perspectiva e oxalá estivesse enganado.
E qual a relação deste acontecimento com a inclusão social?
Bastará educar aqueles que, de algum modo, foram marginalizados ou auto-excluiram-se da sociedade para que possam ser reinseridos?
Eu digo que não! É também muito importante educar aqueles que estão inseridos na comunidade a aceitar e respeitar os que estão fora e que querem entrar.

Sem comentários: